quinta-feira, 10 de abril de 2014

Tendinopatia é causada pelo excesso de uso dos tendões do pé

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Os tendões são estruturas anatômicas que unem os músculos aos ossos, favorecendo o movimento. No entanto, quando sobrecarregados ou utilizados de forma que permita o esforço repetitivo, os tendões podem sofrer de tendinopatia, lesão que gera muita dor, inflamação e até deformidades ósseas no pé e/ou no tornozelo. Outras causas são erros frequentes de treinamento, tabagismo, abuso de medicação e uso de sapatos ou outros equipamentos não adequados para a atividade física.

Os os tendões são estruturas complexas compostas de vários arranjos celulares, como células, colágeno e água, entre outros, e que durante qualquer tipo de esporte são sobrecarregados, devido à repetição de movimentos. As inflamações, ou tendinites, são somente uma causa de dor nesta estrutura e muitos outros diagnósticos podem afetar os tendões, causando não somente inflamações, como também degeneração, problema conhecido como tendinose. Este é o termo mais correto para falar de lesão crônica. É um processo degenerativo em que o tendão muda a sua estrutura, chegando até mesmo a apresentar microrrupturas. É por isso que muitas tendinopatias não melhoram com anti-inflamatórios e a aplicação de técnicas de fisioterapia.

As tendinites são fáceis de tratar, bastando realizar a aplicação local de gelo e anti-inflamatórios, e fisioterapia. O complicado é quando a lesão se torna crônica e as dores não melhoram nem depois de a pessoa descansar por tempo prolongado. Como sempre, o melhor é a prevenção. Como praticar regularmente alongamentos da musculatura da perna, principalmente após a atividade esportiva, aquecer bem a musculatura antes de jogos, corridas e caminhadas, evitar tomar medicamentos por mais de uma semana para controlar a inflamação, já que alguns deles podem prejudicar a cicatrização do tendão.

Além disso, é necessário adquirir um tênis adequado, não exagerar nos treinamentos e procurar um ortopedista para uma avaliação clínica antes de iniciar um esporte de alto impacto. São regras simples que podem ajudar a evitar as lesões.

Entre os tratamentos indicados estão modalidades de fisioterapias, terapia de ondas de choque, fortalecimento excêntrico e terapia com laser de baixa intensidade, mas há trabalhos preliminares com o uso de células troncos promissores, embora ainda há necessidade de estudos nesta área. É importante o acompanhamento com ortopedista especializado em pé e tornozelo. A cirurgia continua a ser a última opção devido a resultados inconsistentes.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Você corre o risco de ter tendinite?

Sim, você é um sério candidato a ter dores resultantes das inflamações nos tendões se usa o computador e celular (para mandar mensagens) diariamente sem ficar atento à postura, alongamento e fortalecimento muscular. Por conta da tecnologia – e do trabalho que exige o acesso a ela – a população está fazendo mais movimentos repetitivos para usar o computador ou celular, e, de quebra, pouca gente se atenta a manter uma boa postura. O resultado caminha sempre para o mesmo lugar: inflamação nos tendões, a chamada tendinite.

A tendinite nada mais é do que essa inflamação nos tendões. O tendão é o que ‘gruda’ o músculo ao osso, e, quando ele é sobrecarregado, o corpo se autodefende inflamando e mandando um alerta da dor. Se a pessoa se automedica para melhorar a dor, ela simplesmente está ignorando um alarme importante do organismo. A automedicação é um perigo porque vai aliviar a dor, mas não vai curar a tendinite, que pode evoluir para a ruptura dos tendões e consequentemente para a necessidade de uma intervenção cirúrgica. 

O tratamento inicial da tendinite é conservador, composto por medicações específicas, imobilização do membro afetado e fisioterapia. Uma das causas mais comuns da tendinite nas mãos é a digitação. Para evitar esse problema, é essencial que os cotovelos sempre estejam apoiados na cadeira, no nível da mesa, e o teclado não estaja muito mais alto do que cotovelo. O ideal é que a altura do teclado não esteja mais que 15º mais alto.

Porém, para prevenir que aconteça alguma inflamação, o ideal é alongar o tendão e fortalecê-lo por meio de exercícios. Na academia, por exemplo, existem exercícios para o punho, além dos braços e ombros, que fortalecem a musculatura e faz com que ela aguente mais sobrecarga, que recomenda que um profissional seja consultado antes de começar a fazer esses exercícios, para não correr o risco de fazer os movimentos errados e piorar a situação.

Ao contrário do que muita gente pensa, no entanto, é possível se livrar da tendinite de uma vez por todas.“As pessoas costumam achar que tendinite não tem cura. Isso é um erro. O problema é que, depois que a tendinite foi tratada, elas voltam a fazer os mesmos movimentos repetitivos – e, naturalmente, o tendão vai inflamar novamente.

Se alguém teve tendinite por conta do trabalho e depois do tratamento quiser continuar fazendo exatamente a mesma função, vai ter que corrigir a postura, além de alongar e fortalecer os tendões. Para prevenir a tão temida e temporariamente incapacitante tendinite, é preciso fazer exercícios físicos direcionados por três vezes por semana, 40 minutos cada vez, além de fazer alongamento de 15 minutos três vezes ao dia, antes de ir para o trabalho, durante o trabalho e quando voltar para casa.

terça-feira, 4 de março de 2014

Uso diário do salto alto pode causar tendinite na panturrilha


Estudo divulgado no Journal of Experimental Biology, conduzido pelo Manchester Metropolitan University, na Inglaterra, mostrou que as mulheres que relatam usar salto de pelo menos cinco centímetros durante dois anos ou mais, cinco dias da semana, possuem um encurtamento das fibras dos músculos da panturrilha. No entanto, o uso de sapatos com salto alto diariamente, que para muitas mulheres é sinônimo de elegância e sensualidade, pode resultar na ocorrência de dores e outras lesões.

De acordo com o ortopedista Constantino George Calapodópulos, os prejuízos causados pelo uso excessivo ou inadequado do salto alto se devem ao fato de que o salto transfere todo o peso do corpo da parte de trás do pé, conhecida como retropé, para frente. “A partir disso, a pessoa começa a desenvolver deformidades nos dedos. A maioria das pessoas que usam salto muito alto tem calosidades nos dedos do pé, começam a fazer deformidades na articulação do primeiro dedo, o popular joanete. Muitas vezes, outra causa do joanete são os sapatos de bico fino, apertado e de salto alto”, esclarece.

Além disso, o ortopedista ressalta outros problemas que podem ser provocados pelo uso do salto alto, como o estiramento da musculatura que mantém a pessoa em pé. “Neste caso, o salto acaba causando um cansaço precoce. Ou seja, a pessoa se cansa rapidamente e isso acaba gerando dor, às vezes até na coluna vertebral. Aquelas pessoas, por exemplo, que têm algum desvio, como escoliose, ou que tenha alguma alteração na bacia, com o salto alto normalmente acabam tendo transtornos muito grandes na coluna vertebral”, alerta o médico.

Quando a mulher usa salto alto, o centro de gravidade do corpo é alterado, expondo-a a inflamações nos músculos da panturrilha, além do risco de queda. O encurtamento do músculo pode trazer complicações como tendinite no Tendão de Aquiles, sobrecarga na lombar e desgaste da coluna. Em casos mais extremos, os ossos inflamam, causando doenças como a sesamoidite, uma inflamação dos ossos pequenos do pé que ficam na extremidade do metatarso, o osso do peito do pé, e que são submetidos a grandes cargas durante uma corrida ou dança.

A sesamoidite afastou a apresentadora Xuxa da televisão. Dentre os principais sintomas desta doença, estão dor, inchaço e calosidade, que podem ser tratados com procedimentos cirúrgicos ou fisioterapia.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Pessoas e profissões mais afetadas pela tendinite


Ccada articulação pode desenvolver um tipo de tendinite, isso vai depender da atividade diária do paciente. Por exemplo, jogadores de futebol provavelmente irão ter processos inflamatórios nos membros inferiores, enquanto um tenista tende a desenvolver lesões nos membro superiores (pernas, tornozelos e pés) e no quadril.

As profissões mais afetadas pelas tendinites de ombro são aquelas em que o indivíduo trabalha com o braço acima da cabeça (professores, trabalhadores braçais, pintores etc.) e esportistas que fazem movimentos de arremesso. As tendinites são muito comuns em idosos pelo fato de estarem diretamente ligadas ao processo degenerativo, tanto biológico quanto fisiológico, do corpo.

A evolução da tendinite é a ruptura do tendão, como consequência das lesões degenerativas, que por sua vez são consequências de processos inflamatórios de repetição. As tendinites de ombro ocorrem geralmente em pessoas com menos de 50 anos. Já as roturas, em pessoas a partir dos 60 anos, em função dos processos inflamatórios coexistentes.

Existe um falso conceito popular que nomeia todas as lesões dolorosas do ombro de bursite, inclusive uma tendinite. Uma das lesões mais comuns do ombro é a lesão do manguito rotador (grupo de músculos e seus tendões que age para estabilizar o ombro).

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Tendinite no Manguito Rotator e evolução das lesões


ombroA síndrome do impacto é a mais comum causa de dor no ombro, ocorre com maior frequência acima dos 40 anos de idade, com predominância da etiologia traumática.. Pode ser aguda ou crônica e pode estar ou não associada com depósito cálcico tendíneo. O achado mais característico é dor à abertura lateral (abdução) ativa do braço entre 60° e 120°. Em casos severos, entretanto, a dor pode ocorrer desde o início do movimento de abrir os braço.

A tendinite aguda tende a ocorrer em indivíduos mais jovens e mais freqüentemente evoluem com calcificação na inserção do tendão supra-espinhoso. Os depósitos são melhor visualizados nos exames radiográficos planos em rotação externa. Estes depósitos podem resolver espontaneamente.

A tendinite crônica do manguito rotador se apresenta como dor na região lateral do ombro (músculo deltóide) e ocorre com vários movimentos, especialmente abrir o braço e rotação para dentro. Os pacientes referem dificuldades para se vestir e dor noturna.

A tendinite do manguito rotador tem muitos fatores, porém a sobrecarga sobre a articulação geralmente é a principal. Fatores relacionados à idade incluem degeneração e diminuição na vascularização dos tendões do manguito, bem como redução da força muscular.

Osteófitos na porção inferior da articulação acrômio-clavicular ou trauma agudo da região do ombro contribuem para o desenvolvimento da tendinite e processos inflamatórios, tais como a artrite reumatóide, podem causar tendinite do manguito rotador.

Evolução das lesões

Sabe-se que o impacto causando atrito e posterior degeneração ocorre durante a elevação anterior do braço, ocorrendo contra superfície inferior do acrômio.
Alguns autores descrevem três fases clínicas:

- Fase I: abaixo dos 25 anos, ocorrendo dor aguda após esforço prolongado. Nesta fase há edema e hemorragia em nível de bursas e tendões;

- Fase II: entre 25 e 40 anos de idade e já começa fibrose e espessamento da bursa subacromial, além da tendinite. Paciente queixa de dor noturna e após atividades. Pode ocorrer ruptura parcial do manguito rotador;

- Fase III: acima dos 40 anos. Paciente apresenta dor contínua com perda da força de mobilização devido à ruptura completa de um ou vários tendões.

O tratamento consiste em repouso articular, aplicação de calor local ou de gelo ou de ultra-som, com exercícios específicos tolerados pelo paciente. Os antiinflamatórios não hormonais são benéficos.



segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Principais tendinites de membro superior


Conhecida como bursite, "reumatismo" ou, simplesmente, dor no ombro, a Síndrome do Impacto é uma inflamação do músculo supraespinhal e da bursa (bolsas sinoviais espalhadas pelas principais articulações do corpo), que surge devido ao impacto entre os ossos, toda vez que você levanta seus braços. E essa dor no ombro, que se irradia para a porção média do braço, costuma piorar com atividades que exijam a elevação dos braços (professores, pintores, carregadores), com exercícios físicos intensos (vôlei, natação) e à noite, quando se estende o braço ao longo da cama, estirando os tendões já inflamados. Em cerca de 70% dos casos, o tratamento clínico alivia os sintomas. Já os 30% restantes apresentam recorrências freqüentes da dor e, muitas vezes, precisam de procedimentos cirúrgicos para melhora definitiva do quadro.


Tendinite do Bíceps
Os músculos denomidados bíceps têm uma importância muito grande na realização dos movimentos dos ombros, braços e cotovelos. E quando os membros superiores são utilizados com bastante intensidade - no caso de arremessadores, nadadores, por exemplo - pode ocorrer uma doença conhecida como tendinite da cabeça longa do bíceps, localizada geralmente entre o ombro e o cotovelo. Esse problema caracteriza-se pela inflamaçao ou ruptura do tendão do bíceps. A localização exata dessa tendinite - que pode ocorrer em qualquer ponto do cabo longo do bíceps - só pode ser determinada através de exames físicos e radiológicos, possibilitando o tratamento adequado, sem aquelas "famosas" infiltrações do passado.

Epicondilite Lateral do Cotovelo ("Cotovelo de Tenista")

A epicondilite se caracteriza por uma dor no canto lateral do cotovelo, que se irradia para o antebraço e é freqüente entre 35 e 55 anos de idade, ocorrendo tanto em homens como mulheres. O problema pode surgir após esforço físico intenso imediato ou esforços contínuos, de forma cumulativa e não é uma inflamação comum. Na verdade, ocorre a morte do tecido muscular por alteração da vascularização local e conseqüentemente ruptura local dos músculos extensores. Normalmente tratada com imobilização, medicação e fisioterapia, a epicondilite pode tornar-se crônica, apesar do tratamento conservador instituído. No entanto, são raros os casos em que o médico indicará uma cirurgia.


Inflamação dos Tendões do Polegar (Tendinite de Quervain)

Caracterizada por dor na base do dedo polegar, que se intensifica quando o movimentamos para um dos lados do punho, em direção ao dedo mínimo. Comum em mulheres - especialmente durante o período gestacional, pós-parto, e na menopausa, pelas alteração hormanais do organismo - um cuidadoso exame físico demonstrará a diferença entre essa tendinite e outros problemas, como a artrose (processo degenerativo de uma articulação) da base do polegar, fraturas e artroses dos ossos do punho. O tratamento normalmente utiliza antiinflamatórios e analgésicos e a imobilização do polegar pode ser necessária. A cirurgia é simples, geralmente com anestesia local, proporcionando alívio definitivo.

Tendinites do Antebraço e Punho
Doenças inflamatórias, além dos movimentos repetitivos como os realizados durante a digitação e esforços repetitivos e intensos, podem causar a inflamação deste conjunto de tendões do antebraço e do punho, estabelecendo a conhecida "tendinite" ou "tenossinovite". O diagnóstico preciso deve ser feito por seu médico, já que muitas doenças são rotuladas, erroneamente, de "tendinites". Existem diversas formas de tratamento para o alívio dos sintomas, como diminuir ou suspender o ritmo de atividades repetitivas, acupuntura, reabilitação, imobilizações, etc. A cirurgia é raramente indicada.

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