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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Tendinite bicipital


A tendinite bicipital se manifesta geralmente por dor na região antero-superior do ombro. O tendão da cabeça longa do bíceps ao passar através do sulco bicipital pode inflamar devido a traumas repetidos como por exemplo em indivíduos envolvidos em atividades de arremesso devido ao movimento de desaceleração do bíceps . Nesta situação o bíceps age como um estabilizador importante do ombro tracionando a cabeça do úmero para dentro da fossa glenóide. Se os outros estabilizadores estiverem enfraquecidos (manguito rotador) o bíceps será mais exigido. A dor pode ser aguda, porém usualmente é crônica e é relacionada ao pinçamento do bíceps pelo acrômio. Pode ocorrer ruptura posterior em alguns casos. A palpação sobre o sulco bicipital se mostra dolorosa. É importante fazer a palpação bilateral para efeito de comparação. É muito comum sua associação com a tendinite do manguito rotador.


 

Diagnóstico

• Dor na face anterior do braço e ombro localizada sobre o tendão, principalmente na corredeira bicipital.
• Para o diagnóstico é importante a palpação local e as movimentações especiais.
• Teste de Yergason: dor local quando o paciente faz supinação do antebraço contra-resistência numa posição de cotovelo fletido a 90º junto ao tronco.
• Teste de Speed: dor espontânea ou a palpação pela flexão do ombro contra resistência
• Diminuição da força e potência do músculo.
• Dor ao alongamento passivo da musculatura.

Tratamento

• Repouso.
• Fisioterapia.
• AINE, se necessário.
• Infiltração com corticosteróide: nos casos crônicos (deve-se levar em conta a possibilidade de ruptura do tendão após a infiltração, sendo assim indicada a realização por profissional especializado.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Métodos de prevenção de tendinites



As palavras terminadas com o sufixo 'ite' indicam um processo inflamatório. Tendinite, pois, é a inflamação que acontece nos tendões.

Essa inflamação pode ter duas causas, que são:

1. Mecânica – esforços prolongados e repetitivos, além de sobrecarga.

Algumas pessoas – Como halterofilistas e amadores que se exibem nas ruas, puxando vários carros – podem suportar trações de até 300 kg. Mas as pessoas comuns, que não são treinadas para carregar peso, podem sofrer lesões diante de um movimento errado ou de uma carga de apenas 10kg de peso.

2. Química – A desidratação, quando os músculos e tendões não estão suficientemente drenados, a alimentação incorreta e toxinas no organismo podem conduzir a uma tendinite.

Previna-se:

1. As atividades de risco para tendinite são fáceis de serem reconhecidas. Uma vez reconhecendo o tipo de atividade, é dever de uma empresa ou de um clube, por exemplo, não expor o funcionário ou o atleta a períodos ininterruptos de trabalho ou de exercício. Uma parada, uma pausa na rotina, por alguns minutos, pode significar não um prejuízo para a empresa, mas sim, um ganho em termos de continuidade em médio e longo prazo.

2. Alimentação balanceada é vital não só para o tratamento da tendinite, mas também para sua prevenção.

3. Instruir o digitador, o atleta, o funcionário, o pianista, quem quer que esteja a seu serviço, sobre as causas e os efeitos da doença e como preveni-la é dever de todo empregador. Isso pode ser feito através de pequenos seminários, aulas ou vídeos.

4. Tratamento adequado, consulta ao médico, atenção à fisioterapia e aos medicamentos são um direito e ao mesmo tempo um dever do paciente para a cura da tendinite.

5. Por último, vale lembrar que os casos mal curados podem acabar necessitando de cirurgia. E que a tendinite também é, como qualquer acidente de trabalho, passível de indenização. Vale a pena, portanto, a empresa se preocupar com a prevenção, onde os gastos (e o desgaste emocional de ambas as partes) são muito menores e mais proveitosos.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Prevenção de tendinites no joelho


Esportes como o futebol, volei e basquete sobrecarregam muito a articulação do joelho, principalmente na sua porção anterior (na frente). Neste local temos alguns tecidos, em especial, que se tornam facilmente inflamados quando exageramos um pouco na carga de exercícios: os tendões extensores.
Eles têm esse nome pois fazem com que o quadriceps (principal músculo na coxa, na sua parte anterior) aja para extender a perna, principalmente nos movimentos de salto, freadas bruscas e descolamentos laterais - entre outros.

As tendinites (inflamações agudas) normalmente são fáceis de tratar. O complicado é quando a lesão se torna crônica, repetitiva, e as dores não melhoram nem depois de você descansar por um tempo prolongado.

O tendão patelar pode ser facilmente sobrecarregado com algumas atividades esportivas, como o futebol, a corrida, o volei e o basquete.

As tendinites têm períodos evolutivos, e quando chega na fase crônica já fazem com que o tendão degenere - por isso chamamos hoje de tendinopatias, e eventualmente até de tendinoses.

A diferença é que quando estamos nesta fase mais avançada o tratamento não é tão simples assim.

Como sempre, o melhor é a prevenção, e para isso algumas regras básicas devem ser seguidas:

1. Pratica regularmente alongamentos da musculatura da perna, principalmente após a atividade esportiva
2. Aqueça bem a musculatura antes dos jogos, corridas e caminhadas.
3. Evite tomar medicamentos por mais de uma semana para controlar a inflamação - alguns antinflamatórios, usados indiscriminadamente, podem prejudicar a cicatrização do tendão, retardando a cura
4. Procure um médico ortopedista se a sua dor ocorreu há mais de 1 mês e ainda continua incomodando
5. Evite esportes de alto impacto se você já realizou alguma cirurgia no joelho - após uma cirurgia a musculatura da coxa pode atrofiar muito, propiciando as inflamações do tendão patelar

São regras simples, mas que podem ajudar muito a evitar dores crônicas.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Tendinite nos joelhos



Você está com aquela dor no jelho que não sabe de onde vem né? Ela pode ter vindo de um esforço que você fez, depois de ter ficado muito tempo em uma posição que forçou a articulação ou simplesmente apareceu, sem nenhum histórico que voce tenha percebido.

Mas a tendinite no joelho geralmente aparece em indivíduos que praticam alguma atividade física de forma regular. É uma lesão nos tendões do joelho, que o fazem ficar inflamados.  Nesse caso, você pode ter tendinite patelar e tendinite no quadríceps.

Vamos exemplificar cada uma delas:

Tendinite patelar – Tendinite patelar é geralmente causado pelo uso excessivo dos músculos do quadríceps. Atividades como correr e saltar exercer pressão sobre os quadríceps. Engajar-se em muito destes activities podem causar inflamação dos tendões do quadríceps ligação à patela. Nesta forma de tendinite, dor ocorre abaixo do joelho, no tendão patelar.

Tendinite de quadríceps – Quadríceps tendinite também é geralmente causado pelo uso excessivo do quadríceps. Ao contrário da tendinite patelar, no entanto, esta forma de tendinite é caracterizada por dor acima do joelho.

Esse texto é apenas uma explicação do que pode estar causando a dor no seu joelho.
Consulte um profissional para maiores informações!

domingo, 18 de dezembro de 2011

Tendinite x Tendinose


É comum encontrarmos tendinose ou degeneração do colágeno nos tendões de Aquiles, patelar, medial e lateral do cotovelo e manguito rotador.

Um exame cirúrgico de tecido anormal mostrou, macroscopicamente, que o tendão estava frouxo; ligeiramente marrom e aparentemente morto em contraste ao tecido normal que é branco, firme e reluzente (brilhoso).

Embora estudos recentes terem claramente demonstrado a presença de tendinose na lesão crônica do tecido tendinoso, isto não é uma descoberta nova(17).O termo tendinose foi usado primeiro por estudiosos alemães na década de 1940. O termo utilizado recentemente resulta dos estudos de Pudder e Tal8 e Nirschl e Pettrone(7).

Mediadores terapêuticos que se propõe em reduzir a inflamação não devem ajudar no tratamento da tendinose, se a patologia estiver presente sozinha . Enwemeka e outros(2,3) entretanto, tem mostrado que a eletroterapia (ex: laser, estimulação galvânica de alta-voltagem) pode estimular a síntese de colágeno, laboratorialmente. Certamente este efeito seria favorável ao tratamento da tendinose(9).

A fim de compreendermos melhor estas alterações vamos realizar uma breve explanação sobre os componentes do tendão, fases da inflamação, alterações do tendão e sinais clínicos da lesão crônica (tendinose).

Componentes do Tendão

Os componentes principais dos tendões são fascículos colagenosos paralelos, firmemente comprimidos que variam em comprimento e espessura. Eles mostram um estiramento longitudinal distinto e em vários locais unem-se uns aos outros. As fibrilas que formam o tendão são todas virtualmente orientadas em uma direção, isto é, direcionadas ao eixo longo que também é a direção do estresse fisiológico normal. O tendão é, dessa forma,especialmente adaptado para resistir ao movimento em uma direção. Por conseqüência, quanto maior a proporção de colágeno para as fibras elásticas, maior o número de fibras que são orientadas na direção do estresse e, quanto maior a área transversal ou a largura do tendão, mais forte é o mesmo(1).

Fases da Inflamação

A Inflamação tem oito fases que se sobrepõem, que ocorrem na ordem mostrada aqui, mas pode acontecer simultaneamente em outros locais ao redor da lesão porque a resposta progride em diferentes velocidades em partes distintas do tecido.

1. Lesão
2. Alterações ultra-estruturais
3. Alterações Metabólicas (hipóxia)
4. Ativação de Mediadores Químicos
5. Alterações Hemodinâmicas
6. Alterações de Permeabilidade
7. Migração de Leucócitos
8. Fagocitose

Alterações do Tendão

Numa lesão crônica de tendão e ligamento, o processo de cicatrização do tecido conectivo normal é rompido. Remodelação normal do tecido é evitado por estresse (como inatividade e inflamação prolongada) e hipovascularização. Tecidos conectivos tendem a ser mais curtos e densos quando cicatrizam, ao menos que tenham condições benéficas. Esta contratura e espessamento, parcialmente resultam do aumento da ligação interfibrilar e de um estado encurtado. Fibras individuais perdem a capacidade de deslizamento e relativa mobilidade entre uma e outra, assim como entre bandas de fibras, e todas as estruturas vizinhas aos tendões e ligamentos (articulações, cápsulas articulares, meniscos). O processo de adesão das fibras e camadas de tecidos levam a uma redução da extensibilidade e da mobilidade. Com uma circulação pobre, hipóxia,e lesão contínua, o tecido degenera adquirindo uma forma de tecido cicatrizado, assim como lesão de todas as porções do ligamento.

O tecido cicatrizado é mais fraco que o normal. O conteúdo de água e de substância fundamental (conteúdo de proteoglicanos) do tecido é reduzido; apresentando menos quantidade de substância fundamental por fibras de colágeno, o qual é um outro fator causando aumento da densidade, menos situação estrutural flexível e alteração de metabolismo tissular.

Em lesões crônicas a forma paralela das fibras está desorganizada, o qual reduz a força e extensibilidade. Baixo grau de inflamação prolongado é mantido com fluxo linfático e vascular impróprio. Isto pode causar função metabólica anormal no tecido. Ligamentos e tendões podem exibir tanto hipo como hipermobilidade. Freqüentemente, ambas as condições existem em diferentes porções da mesma estrutura levando a uma alteração da atividade normal, tanto nos receptores de tensões inapropriadas causadas por irritação do tecido.

Estas alterações de estresse contínuo no ligamento e tendão, devido uma tensão muscular, movimentos incoordenados, e imobilidade articular; são fatores que contribuem para um distúrbio neurotrófico generalizado e uma alteração da circulação dos tecidos(11).

 


Figura1. Comparação histopatológica de tendão normal e anormal visto por microscópio com luz polarizada (100X). O tendão patelar normal (A) é composto por grupos de fibras colágenas coladas com uma refringência dourada. No tendão patelar anormal (B) de um paciente com tendinose observa-se perda de colágeno, perda da refringência e franca falha de colágeno.

Sinais Clínicos da Inflamação Crônica

Se for colocada sobrecarga ou irritação excessiva sobre o tecido cicatricial em desenvolvimento e remodelamento, o processo inflamatório é perpetuado em baixos níveis de intensidade. A proliferação de fibroblastos com aumento da produção de colágeno e degradação do colágeno maduro leva à predominância de um colágeno novo e imaturo. Isso tem um efeito geral de enfraquecimento no tecido. A atividade miofibroblástica continua, o que pode levar à limitação progessiva de movimento. Esforços para alongar o tecido perpetuam a irritação e a limitação progressiva(5). Ocorre um aumento da dor, edema e proteção muscular que duram mais que várias horas após a atividade. Ocorre uma sensação crescente de rigidez após o repouso, perda de amplitude de movimento 24 horas após a atividade, e aumento progressivo da rigidez do tecido pelo tempo em que a irritação persistir(5).

Conclusão

Segundo Khan e col. Tendinopatias patelares causam inatividade precoce de atletas e pacientes ativos. Tanto antigos quanto recentes estudos histopatológicos indicam que a condição previamente conhecida como "Tendinite Patelar " não é, de fato, devido a inflamação, mas sim ao resultado de quebra de colágeno(10).

Devemos, então, ser muito criteriosos na Avaliação de um Tendinopatia, porque de acordo com o seu diagnóstico as indicações terapêuticas mudam.

Bibliografia

1. ALTER,MICHAEL J. Ciência da Flexibilidade. Ed. Artmed 2ª edição 1996 p. 60

2. ENWEMEKA,CS: The Effects of Therapeutic Ultrasound on Tendon Healing Am J. Sports Med Rehabil 1989

3. GUM, S.L., REDDY,G.K. et al: Combined ultrasound, electrical stimulation and laser promote collagen synthesis with moderate changes in tendon biomechanics. Am J. Sports Med Rehabil 1997

4. JUHAN, D., Jobs Body ( Station Hill Press, Barrytown, New York,1987)

5. KEENE,J.S., Ligament and Muscle-Tendon-Unit Injuries, Orthopedic and Sports Physical Therapy , Gould, J. And Davies, G., (Dekler, New York,1990)

6. KESSLER, R., " Friction Massage, " Management of Common Musculoskeletal Disorders, Kessler ,R. and Hertling, D.,eds (Lippincott, Philadelphia, 1990)

7. KHAN KM., COOK,JL;BONAR,F.; et al: Histopathology of common tendinopathies. Sports Med 1999

8. KISNER,CAROLYN, COLBY, LYNN ALLEN; Exercícios Terapêuticos. Ed. Manole 1ªedição 1998 9. KNIGHT,KENNETH L.; Crioterapia. Ed. Manole 1ªedição 2000

10. KORR, I. M., Collected Papers of I.M. Korr ( Amer. Acad. Of Osteopathy, Colorado Springs, 1979).

11. KORR, I. M., " Proprioceptors and Somatic Dysfunction," J. Am. Osteop. Association, 74: 638-650 (1975)

12. NIRSCHL, RP; PETTRONE, FA; Tennis Elbow: The Surgical Treatment of Lateral Epicondylitis. J. Bone Joint Surg ( Am ) 1979

13. NORKIN, C. and LEVANGIE, P., Joint Structure and Function ( F.A. Davis, Philadelphia, 1992)

14. PUDDU,G.; IPPOLITO,E.; POSTACCHINI,F.; A Classification of Achilles Tendon Disease. Am J. Sports Med 1976

15. THE PHYSICIAN AND SPORTSMEDICINE - Vol 28 - no. 5 - May 2000

16. THE PHYSICIAN AND SPORTSMEDICINE - Vol 28 - no. 6 - June 2000

17. VIIDIK,A., "Normal Healing of Tendons and Ligaments", Biomechanics of Diarthrodial Joints, Mow, V., Ratcliffe, A. Salvio, L., eds (Springer-Verlag, New York,1990)

18. VIIDIK,A and GOTTRUP, F., " Mechanics of Healing Soft Tissue Wounds," Fronties in Biomechanics, Woo, S. L., Schimd-Schonbein, G. W., Zweifach, B. W., eds (Springer-Verlag, New York,1986)

19. WEINTRAUB,WILLIAN; Tendon and Ligament Healing. North Atlantic Books 1999 p 28

Autor Leandro Nogueira

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Resumo sobre Tendinite


O tendão é uma importante estrutura que liga o músculo ao osso. A ele compete a missão de transmitir a força mecânica desenvolvida pela contração dos músculos que possibilita os movimentos. Para desempenhar sua função o tendão possui uma zona de ancoragem ao músculo, uma zona de ancoragem aos ossos e, no meio destas duas está o corpo do tendão. Qualquer destas áreas pode sofrer com o excesso de sobrecargas.

As solicitações a que o tendão é exposto são muito intensas. Basta se pensar que um pequeno salto de uma bailarina sobre a ponta do pé aplica ao tendão de Aquiles forças da ordem de centenas de quilogramas ! Por estas razões, um tendão, por trauma, pode sofrer o que se chama de tendinite, seja do tipo agudo, seja do tipo crônico.

Os traumas agudos (distenção, contraturas, ruturas) são menos frequentes e geralmente mais graves. São causados ou por um esforço exagerado ou por que, com o tempo, o tendão perde parte da sua elasticidade. A rutura, parcial ou completa, de um tendão deve ser tratada sob controle de pessoa capacitada.

O trauma crônico, menos grave mas nem por isto menos incômodo e incapacitante, toma, normalmente, o nome de tendinite. No tendão, como em qualquer parte do corpo, os componentes estruturais são ativos e estão sempre se renovando. A sobrecarga mecânica e funcional altera este delicado mecanismo e predispões à inflamação e, mais lentamente, à degeneração.

A tendinite por sobrecarga de trabalho ou por fadiga - o que é o mais comum quando se percorre grandes distâncias - é, geralmente, o resultado de repetitivos microtraumas na região afetada.

O sintoma da tendinite é a dor. É a sua duração que irá indicar a gravidade do problema. Se a dor está presente só durante a atividade e desaparece com o repouso, se trata, provavelmente, de uma leve inflamação, que se resolve com a interrupção do esforço e o tratamento local. Se a dor persiste após atividade, mesmo depois de algum repouso, significa que estamos diante de uma forma de inflamação um pouco mais extensa e, por consequência, o repouso e alguma forma de terapia serão necessários. Quando a dor limita os movimentos e é constante, será necessária uma terapia mais intensa, orientada por um especialista. Nos piores casos, pode ser necessária uma solução cirúrgica para restaurar as áreas afetadas.

O surgimento de uma tendinite é, portanto, o sinal de que houve uma sobrecarga funcional que pode ter sido devida a uma atividade física muito intensa, por movimentos esportivos realizados de maneira inadequada ou por um treinamento feito de forma errada.

A terapêutica normalmente utilizada é:

- repouso ou imediata redução do exercício
- terapia física para diminuir a inflamação
- uso local ou sistêmico de antiiinflamatórios

Depois de se ter curada uma tendinite aguda, vale à pena seguir um plano de prevenção, dosando-se corretamente os esforços, evitando-se assim uma recidiva que pode ser muito dolorosa. Este plano deve consistir, basicamente de:

- treinamento com aumento gradativo da carga de trabalho e monitorização da intensidade - alongamento antes e depois dos treinos
- correção técnica dos movimentos errados
- uso de calçados adequados

Observações importantes

Existem antiinflamatórios que vêm associados a analgésicos que atuam por até 24 horas. Seu uso indiscriminado ou sem orientação médica tenderá, com a eliminação dos sintomas, a mascarar um quadro que poderá, em pouco tempo, se tornar muito mais grave.

Se você sentir dores em locais onde imagina que exista um tendão e for fazer uso de um desses medicamentos, faça-o por somente uma vez (para aliviar o desconforto da dor) e espere de 24 horas a 36 horas. Persistindo o sintoma (a dor) procure ajuda médica imediatamente. É melhor fazer isto do que interromper seu Caminho e ter que voltar para casa com uma enorme frustração.

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